Terra Redonda ou Terra Plana – o que a Bíblia revela:
- Gil Junqueira
- 7 de jul. de 2025
- 8 min de leitura
Atualizado: 17 de jul. de 2025
O debate sobre terra redonda ou terra plana é antigo, e muitos se perguntam o que a Bíblia realmente diz sobre o formato do nosso planeta. A Bíblia não foi escrita como um tratado científico, mas contém descrições poéticas, simbólicas e, por vezes, observações da natureza baseadas na compreensão da época.
Em vez de ver a Bíblia e a Ciência como inimigas, podemos vê-las como duas poderosas testemunhas da verdade, trabalhando juntas para nos dar uma compreensão mais completa da realidade, do Criador e do nosso lugar no cosmos. A Fé nos convida a crer no Autor; a ciência nos convida a explorar a Sua obra.
Princípios Científicos Revelados na Bíblia:
Para pessoas de fé cristã, a Bíblia é considerada verdadeira e inspirada por Deus. Ela traz ensinamentos sobre moral, espiritualidade, propósito de vida e oferece explicações sobre a origem e o destino da humanidade sob uma perspectiva religiosa.
No campo religioso e na prática, “verdade” refere-se à sua autoridade espiritual, ao poder de transformação de vidas e à mensagem de salvação, ética e amor ao próximo.
O que a Bíblia diz?
Isaías 40:22:“Ele está assentado sobre o círculo da terra…”Alguns entendem "círculo" (do hebraico chug) como referência a um formato redondo, mas a palavra também pode significar “disco” ou “arco” — não necessariamente uma esfera.
Jó 26:7:“Ele estende o norte sobre o vazio; suspende a terra sobre o nada.”Um texto notável por mostrar a ideia de uma terra sustentada no espaço (algo incomum para a mentalidade da época).
Provérbios 8:27:“Quando ele traçou um círculo sobre a face do abismo...”Novamente, a expressão é simbólica e aberta à interpretação.
O que a ciência revela?
Hoje, através de experimentos, imagens de satélite e medições precisas, é consenso científico que a terra tem formato esférico (ligeiramente achatado nos polos). A fé cristã, tradicionalmente, não se opõe a esta conclusão, pois entende que a Bíblia trata de verdades espirituais e pode empregar linguagem poética.
Como conciliar fé e ciência?
A Bíblia não entra em detalhes técnicos sobre geografia física, pois seu foco é revelar Deus e seus propósitos à humanidade, não explicar ciência.
Nada impede o cristão de aceitar a terra como redonda e, ao mesmo tempo, crer na inspiração das Escrituras.
Leitura responsável: Contexto, gênero literário e intenção do texto são essenciais para interpretar corretamente a Bíblia.
O que a Bíblia diz sobre terra redonda ou terra plana? Entenda as passagens bíblicas mais citadas nesse debate, veja a interpretação à luz da ciência moderna e saiba como conciliar fé cristã e conhecimento científico.
ASTRONOMIA E COSMOLOGIA:
A Terra é Redonda:
"Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra." (Isaías 40:22)
-- Escrito 700 anos antes de Cristo.
-- Confirmado pela ciência séculos depois.
A ciência já comprovou, há séculos, que a Terra é esférica (ligeiramente achatada nos polos). Isso é sustentado por observações astronômicas, fotografias do espaço, circunavegação do globo, funcionamento de GPS, satélites, entre outras evidências concretas.
Alguns textos bíblicos antigos usam linguagem, como “os quatro cantos da terra” (Isaías 11:12), mas estudiosos reconhecem que são metáforas usadas na cultura e compreensão da época — não afirmações científicas sobre a forma do planeta.
A maioria dos estudiosos cristãos entende que a Bíblia não foi escrita para detalhar descobertas científicas, mas sim para revelar princípios espirituais e morais. O próprio contexto histórico dos autores não permitia o uso da ciência moderna.
A Bíblia é considerada verdadeira na perspectiva da fé, enquanto a ciência trabalha com fatos e evidências observáveis e revisáveis que confirmam os pontos apresentados na Bíblia.
Até mesmo para os defensores da teoria da Terra Plana. Ele se encontra no livro de Gênesis, durante a narrativa da Criação.
A passagem chave é Gênesis 1:6-8:
“E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi. E chamou Deus à expansão Céus. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo”.
Os adeptos dessa teoria interpretam essa passagem de forma literalista, argumentando que:
A "expansão" (no hebraico raqia, que vem de uma raiz que significa "martelar" ou "estender") é um domo sólido e físico, uma "redoma" ou "escudo protetor" sobre uma Terra plana.
As "águas que estavam sobre a expansão" seriam um oceano literal, celestial, que é contido por essa cúpula sólida. A chuva, segundo essa visão, viria de "comportas" ou "janelas" que se abrem nesse domo.
Outro versículo frequentemente usado para reforçar essa ideia é Jó 37:18:
"Porventura, estendeste com ele os céus, que estão firmes como um espelho fundido?"
A imagem de "espelho fundido" sugere uma superfície metálica, dura e sólida, reforçando a ideia do domo.
A Interpretação Teológica e Histórica:
É crucial entender o contexto em que esses textos foram escritos. A visão de mundo dos antigos hebreus, assim como a de seus vizinhos babilônios e egípcios, era de uma cosmologia de três camadas:
1. Os Céus: Uma abóbada ou cúpula sólida acima.
2. A Terra: Um disco plano, assentado sobre pilares.
3. O Abismo: As águas caóticas abaixo da Terra.
O autor de Gênesis estava descrevendo a obra criadora de Deus usando a "ciência" e a compreensão cosmológica de sua própria época. O objetivo do texto não era fornecer um manual científico sobre a estrutura do cosmos, mas sim fazer uma declaração teológica poderosa:
O propósito era teológico, não científico: O foco era mostrar que o Deus de Israel é o Criador soberano que traz ordem ao caos (separando as águas), e que os céus e a Terra são obra Sua, e não deuses a serem adorados, como criam outras culturas.
Linguagem fenomenológica: A Bíblia descreve o mundo como ele aparece aos olhos do observador. O céu parece uma cúpula, o sol parece se mover através do céu. É uma linguagem de aparência, não de análise científica.
Portanto, os versículos existem e descrevem de fato um modelo com um domo e águas acima, mas a grande questão do debate está em como interpretá-los: como uma verdade científica literal ou como uma verdade teológica comunicada através da visão de mundo de uma cultura antiga.
Lembrando que a Terra é uma esfera ligeiramente achatada nos polos, tecnicamente chamada de esferoide oblato.
As evidências para isso são esmagadoras e vêm de múltiplas áreas independentes do conhecimento:
Fotografias do Espaço: A prova mais direta. Temos milhares de imagens e vídeos da Terra feitos por satélites, sondas e astronautas que mostram claramente sua curvatura e formato esférico.
Circunavegação: É possível viajar em uma única direção (leste ou oeste) e retornar ao ponto de partida. Isso só é possível em um globo.
Navios no Horizonte: Quando um navio se afasta no mar, ele não fica simplesmente menor até sumir. Primeiro, o casco desaparece, depois as velas ou a superestrutura, provando que ele está seguindo a curvatura da Terra.
Eclipses Lunares: Durante um eclipse lunar, a sombra da Terra projetada na Lua é sempre circular, não importa a orientação da Terra. A única forma geométrica que projeta uma sombra circular em qualquer ângulo é a esfera.
Gravidade: A gravidade puxa em direção ao centro de massa. Em um corpo celeste grande, essa força puxa toda a matéria igualmente para o centro, formando uma esfera.
Fuso Horário: A existência de diferentes horários ao redor do mundo só faz sentido em um planeta esférico que gira, expondo diferentes partes à luz solar em momentos diferentes.
Conclusão Científica: Não há qualquer evidência que suporte o modelo da Terra Plana. Todas as observações e experimentos confirmam o modelo esférico.
2. De Acordo com a Bíblia: Uma Questão de Interpretação:
A Bíblia não é um livro de ciência e seu propósito nunca foi descrever a forma exata do planeta. Seu objetivo é teológico: revelar quem é Deus e qual é Seu relacionamento com a humanidade.
Dito isso, encontramos no texto diferentes tipos de linguagem que levam a interpretações distintas:
Linguagem que sugere um modelo plano com um domo (cosmologia antiga):
Como vimos, Gênesis 1 descreve um "firmamento" ou "expansão" separando águas acima e abaixo. Isso reflete a visão de mundo dos povos antigos do Oriente Próximo, que imaginavam uma cúpula sólida sobre uma terra plana ou em formato de disco.
Expressões como "os quatro cantos da terra" (Apocalipse 7:1) ou a ideia de ver "todos os reinos do mundo" de um monte muito alto (Mateus 4:8) são mais facilmente visualizadas em um modelo plano.
Linguagem que sugere um modelo circular ou esférico:
Isaías 40:22: "Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra...". A palavra hebraica para "círculo" é chug, que pode significar um círculo (2D) ou uma abóbada/esfera (3D). Essa passagem é a mais usada para defender que a Bíblia já indicava a esfericidade da Terra.
Jó 26:7: "...e suspende a terra sobre o nada." Esta é uma descrição poética incrivelmente precisa da Terra flutuando no espaço, o que se alinha bem com o modelo de um globo.
Conclusão Bíblica: A Bíblia não dá uma resposta científica definitiva. Ela contém passagens que, se lidas literalmente, refletem a cosmologia antiga (plana com um domo), e outras que, poeticamente, podem ser interpretadas como alusões a um globo. A maioria dos teólogos hoje concorda que os autores bíblicos usaram a "ciência" de sua época como pano de fundo para transmitir verdades espirituais.
Em suma: A ciência nos diz como o mundo é fisicamente (esférico). A Bíblia nos diz por que o mundo existe e qual o nosso propósito nele, usando a linguagem que seus autores e leitores originais entendiam. O conflito surge apenas quando tentamos forçar um a responder às perguntas do outro.
Não há conflito fundamental entre a fé cristã e as descobertas científicas. Pelo contrário, ele argumenta que a ciência pode ser uma ferramenta para compreender a magnificência da criação de Deus.
Os pontos centrais de sua perspectiva costumam ser:
1. Deus como o Criador das Leis Naturais: A visão de que as leis da física, da química e da biologia não são acidentais, mas sim estabelecidas por um Criador inteligente. Nesse sentido, estudar a ciência é, de certa forma, estudar a "assinatura" de Deus no universo.
2. A Bíblia não é um Manual Científico: Ele e muitos outros teólogos modernos defendem que a Bíblia não deve ser lida como um livro-texto de ciências. Seu propósito é revelar Deus e Seu plano para a humanidade. As narrativas da criação em Gênesis, por exemplo, são interpretadas por seu valor teológico e simbólico, não como um relatório científico literal sobre a origem do universo.
3. Física Quântica e Fé: Um dos diferenciais de Rodovalho é sua tentativa de conectar conceitos da física quântica com a espiritualidade. Ele explora ideias como a influência do observador na realidade e o entrelaçamento quântico como possíveis paralelos para o poder da fé, da oração e da ação de Deus de formas que transcendem nossa compreensão clássica de tempo e espaço.
4. Harmonia e Complementaridade: A ideia final é que ciência e fé são domínios diferentes, mas complementares.
A Ciência responde às perguntas de "como" o universo funciona.
A Fé responde às perguntas de "por que" o universo existe e qual é o nosso propósito nele.
Essa abordagem busca fortalecer a fé dos cristãos no mundo moderno, mostrando que é possível ser uma pessoa de fé profunda e, ao mesmo tempo, valorizar e respeitar o conhecimento científico.
Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." (Hebreus 13:8).
"Mas Tú Es o mesmo, e os teus anos nunca terão fim." (Salmos 102:27).
"Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos forte consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta;" (Hebreus 6:18)





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